Desta vez fizemos diferente: mudamos o jeito de contar nossas histórias. Elas (as histórias) cuidam de nós, mexem com a nossa vida, com o nosso amor próprio, despertam luz onde não tinha e fazem a cidade ter cheiro de floresta.
“Pisa ligeiro, pisa ligeiro! Quem não pode com as mulheres, não assanha o formigueiro”.
Por iniciativa da ANAÍ – Associação Nacional de Ação Indigenista apoiada pelo Malala Fund, nós da Caturra fomos convidados a produzir um documentário sobre Primeira Marcha das Mulheres Indígenas e Marcha das Margaridas que aconteceram nos dias 13 e 14 de Agosto de 2019 em Brasília.
O tema da marcha indígena foi: TERRITÓRIO: NOSSO CORPO, NOSSO ESPÍRITO.
Participaram jovens e professoras do Projeto Cunhataí Ikhã dos povos Pataxó Hãhãhãe e Tupinambá da Bahia.
Milhares de mulheres se juntaram para marchar no centro de poder brasileiro para exigir que seja cumprida a Constituição de 1988 em favor das cidadãs e cidadãos do campo de das florestas do Brasil.
A considerar que o poder público e governo federal atual pouco têm feito em defesa da dignidade, saúde e segurança das pessoas do campo. O lucro tem falado mais alto e o extermínio das comunidades ancestrais vem sendo uma realidade no Brasil.
O documentário ENCANTADAS foi feito por:
Direção, imagens e montagem: Raquel Alvarez – Assistente de direção, produção e som direto: Diogo Almeida – Assistente de produção: Sarah Costa – Conteúdo e entrevistas: Ana Paula Ferreira de Lima – Imagens adicionais: Ana Paula Ferreira de Lima, Diogo Almeida e Sarah Costa.
Muitas pessoas do meio corporativo alertam sobre a necessidade de gestores e produtores não se posicionarem em relação a determinados assuntos uma vez que posicionamentos ideológicos podem vir a ser empecilhos de vendas.
Por aqui pensamos e corremos ao CONTRÁRIO do pensamento “comercialesco” da nossa profissão. A nossa opção por realizar trabalhos que façam bem à humanidade é cada dia mais latente.
Documentar culturas, ensinamentos, diversidade, documentar sustentabilidade, defender os direitos humanos, defender as minorias e participar da costura de memória artística das cidades, estados, país e países vizinhos… Uma baita missão que a cada dia nos chega nas mãos.
Ainda estamos sem palavras para discorrer sobre termos testemunhado e filmado as Marchas das Mulheres Indígenas e a Marcha das Margaridas em Brasília/DF nos dias 13 e 14 de Agosto. A força feminina é das coisas mais grandiosas que alguém pode presenciar na vida.
Fomos filmar um documentário para a ANAÍ Associação Indigenista de Salvador/BA, cujo projeto Cunhataí Ikhã levou mulheres jovens indígenas de aldeias baianas a participarem de sua primeira marcha. A ANAÍ é hoje apoiada pela Malala Fund e o nosso trabalho certamente chegará a muitas outras mulheres do mundo. Deixo o nosso imenso agradecimento à historiadora Ana Paula Ferreira de Lima pela credibilidade e confiança.
Daí a importância de nos posicionarmos sim, a deixar saber que não somos uma organização empresarial que pensa em capitalizar-se sem critério. Dinheiro é importante? Sim. Estaríamos à venda? Nunca.
Nossa luta recente e próxima batalha é a de realizar um belo filme ao “Território: nosso corpo, nosso espírito.”
A Caturra Digital Filmes pelo sétimo ano faz a cobertura do Festival Literário de Araxá, o Fliaraxá. O evento aconteceu entre os dias 19 e 23 de Junho na cidade de Araxá, Minas Gerais.
Neste ano uma equipe de 6 profissionais do audiovisual produziram 05 vídeos institucionais editados inloco e reproduzidos antes dos eventos do palco principal.
O vídeo diário de maior repercussão foi gravado com a vencedora do Prêmio de Redação Maria Amália Dumont, a jovem Ariana Emanuelly Martins dos Santos da Silva de 9 anos. O tema da sua redação foi “Ler, viver e imaginar”.
Além das produções institucionais diárias, foram feitas transmissões ao vivo com 3 câmeras dos principais eventos.
O time de comunicação do festival foi integrado por 18 profissionais nas áreas de jornalismo, assessoria de imprensa, comunicação digital, fotografia e vídeo. A equipe da Caturra esteve rodeada de um time de “luxo”.
Assistam ao mini-doc relatório do Fliaraxá 2019. No canal do youtube do festival você acompanha nossas outras produções.
Nosso agradecimento especial ao gestor cultural Afonso Borges e às centenas de profissionais e colegas de empreitada.
Em tempos de vida corrida, videos rápidos, de diversos formatos, barulho, gente falando, prazos pra daqui a 2 segundos, ansiedades, contatos, trocas, enfim, tudo junto, escrevemos um pedaço de livro todos os dias.
Melhor do que escrever este livro todos os dias, é saber que alguém confiou a você os próprios sonhos. Que responsabilidade, que energia, que coração!
Existe a competição vigorosa de mercado, por preços, por lugares ao sol, por pessoas a serem vistas e ouvidas, todos querem um belo post, todos querem trabalhar.
O quem tem na Caturra? O que é que a Caturra tem? Teremos que responder como Charles Chaplin: “Se quiser me compreender, assista os meus filmes”.
Somos gratos pelos desafios e pelas relações de confiança com vocês.